Pós-Graduação é sinônimo de empregabilidade

Rosilene Ribeiro, diretora de Recursos Humanos da Unigranrio, informa que a pós-graduação abre caminho para educação continuada.
A equipe do Boletim da Pós entrevistou Rosilene Ribeiro, diretora de Recursos Humanos da Unigranrio, e obteve informações importantes sobre como a pós-graduação é importante na hora da contratação. Rosilene revela que durante os testes e devidas avaliações no setor de RH, essa capacitação é relevante e necessária para o crescimento de cada empresa e do futuro profissional, porque oxigena as engrenagens do saber, potencializa aqueles que devem tomar decisões importantes e propicia melhor vivência no ambiente organizacional. Fazer pós-graduação é agregar ao currículo algo além do talento.
Como você vê a empregabilidade para os que buscam fazer pós-graduação?
Os cursos de pós-graduação, especialmente os lato senso, especializações e MBAs, são um grande diferencial para o ingresso e manutenção no mercado de trabalho. Na busca de candidatos, as empresas selecionam os currículos tendo o atributo da pós como base. Aqueles que têm pós-graduação já levam vantagem imediata sobre os demais, uma vez que há o entendimento de que os profissionais pós-graduados têm maior potencial para desenvolverem-se na organização. A maioria dos processos seletivos não tem por objetivo selecionar alguém para ocupar uma posição, no presente momento; isto já foi tempo. Buscam-se profissionais com possibilidade de assumir posições no futuro e capazes de trilhar por uma carreira profissional. Nos programas trainees, o candidato que tem uma pós consegue melhores resultados em seus objetivos.
Desde quando as empresas e instituições passaram a exigir pós-graduação em suas áreas de trabalho?
Na minha trajetória em RH, pude observar que na década de 90 o mercado começou a exigir competências diferenciadas de seus profissionais, especialmente em função do fenômeno da globalização, marcado pela entrada de capital estrangeiro, aquisições e fusões. Competências como visão estratégica e sistêmica, capacidade de trabalhar em equipe e lidar com a diversidade multicultural, disposição para gerir e se adaptar a mudanças, reforçada pela necessidade de mobilidade nacional e internacional, sustentadas por conhecimentos especializados de administração, marketing, finanças, gestão de pessoas e tecnologias de informação e comunicação, começaram a ser exigidas pelas organizações, especificamente para atender as demandas de um mercado cada vez mais competitivo.
A pós-graduação representa um diferencial na formação de um profissional? E qual o percentual que pode ser atribuído à sua remuneração salarial, assim que ele completa uma pós?
A pós-graduação é uma formação que desenvolve o potencial de um profissional, isto é, torna-o mais potente, capaz de responder a problemas e desafios de maior complexidade. Isso é tão mais consistente se a pós-graduação vier acompanhada da oportunidade do profissional exercitar suas habilidades e testar suas atitudes por meio de experiências de qualidade. Sendo assim, como a remuneração fixa está diretamente relacionada ao grau de complexidade exigido pela posição, podemos dizer que um profissional, depois de concluir uma pós, pode ser considerado apto a assumir uma posição acima da qual ocupa, o que pode significar até 20% de ganho salarial.
Que peso tem a graduação para um candidato recém-formado e que busca seu primeiro emprego ?
O raciocínio é o mesmo para a graduação e pós-graduação, ou seja, buscar cada vez mais formação e capacidade para lidar com situações mais complexas e especializadas. Sendo assim, um candidato graduado conseguirá melhores colocações e, consequentemente, melhores remunerações.
No Brasil, as universidades têm papel fundamental na condução da educação permanente?
Observo que há muito espaço para o desenvolvimento de programas de educação continuada. Por exemplo, as empresas necessitam desenvolver, permanentemente, seus funcionários, sempre alinhados aos seus objetivos estratégicos; estruturam seus centros de educação corporativa e necessitam de parcerias para implantar seus programas, porém, nem sempre as universidades são parceiras nesse processo. Há de haver uma convergência de interesses, motivações e investimentos para que os projetos pedagógicos e a geração de conhecimento preparem o estudante ou profissional para responder com soluções demandas, a partir de uma visão global e real.

Muito obrigado pelas dicas! Ótimo artigo.
Muitooooo obrigada. Me ajudou muito também
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