Unigranrio promove Seminário de Pesquisa sobre ética
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unigranrio (Propep), Protasio Ferreira e Castro, incluiu nas comemorações pelos 40 anos dessa instituição o Seminário de Pesquisa 2010 (SP’q), sob o tema “Desafios éticos na pesquisa”. Ele tem o objetivo de proporcionar aos acadêmicos espaço para apresentação e discussão de seus respectivos trabalhos. Desta vez, a Propep organizou a apresentação de 50 projetos acadêmicos, sob a coordenação de professores e coordenadores de ensino, em diversas salas desse campus, em Duque de Caxias.
Se a pesquisa é a ânsia de buscar e projetar respostas que resultem em soluções inovadoras, a Unigranrio foi além da sala de aula, incluindo painéis com a presença de pró-reitores, coordenadores, mestres e acadêmicos de nossa instituição. Essa autonomia do pensamento foi seletiva e eleva, a cada ano, o número de bolsistas de iniciação científica nesse cenário de educação. Essa edição do SP’q também faz parte do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIIC) cadastrado no PIBIC/CNPq. Isso diz tudo!
A evolução dos programas de iniciação científica - Nestes últimos anos, temos visto o crescimento de programas institucionais de iniciação científica, mas é na Unigranrio, na Baixada Fluminense, que isso pode ser visto, porque nossos jovens se engajam no processo de pós-graduação, aprofundando seus temas já escolhidos na graduação. Poderíamos citar inúmeros deles, mas vamos enumerar algumas pesquisas, embora todos possam fazer uma ampla consulta, clicando aqui. Cerca de 300 participantes concentraram seus pensamentos em projetos de seus colegas.
Discussão em alto nível - O espaço preconizado pela Propep foi fundamental para que os alunos mostrassem suas pesquisas. Eles tiveram motivação essencial para divulgar seus trabalhos. Os méritos são muitos, a começar pelos títulos. Escolhemos, aleatoriamente, alguns: “Entendendo a superlotação das emergências: relato dos usuários sobre o acesso à rede de saúde”, de autoria de Homero Luiz de Aquino Palma, da Escola de Ciências da Saúde. Outro título que nos chamou a atenção foi “Assédio moral e seus danos à saúde do trabalhador”, de autoria de Michelle Mattos dos Reis, Leonara Leite Vidal, Maria José Stanislau Daher, Penha Regina Valentim Lima Araújo.
Suellen Elise Maciel, da Escola de Ciências Sociais Aplicadas, escolheu um tema que submeteu seu projeto à apreciação e aprovação do respectivo comitê de ética em pesquisa: “Lixo, arte e dignidade”. Já Wilson Santos, Wilma Clemente Pinto e Cleonice Puggian, da Escola de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades, deram ênfase à outra área importante: “Influência da experimentação no ensino de Química”. Foi gratificante notar que Cleonice Puggian, da Escola de Educação, Ciências, Letras e Humanidades; abordou um tema pra lá de complexo, tudo dentro de bases políticas e pedagógicas: “Masculinidades e educação entre adolescentes em situação de rua: uma análise etnográfica”.
Renato Zambrotti aborda bioética e Comitê de Ética em Pesquisa - Pró-reitores, professores e coordenadores de ensino deram o pontapé inicial nessa “Copa” de iniciação científica, numa manhã de palestras, debates e temas que dão sustentabilidade a projetos com ética. Em sua explanação, Renato Zambrotti, coordenador do Comitê de Ética da Unigranrio, evoca mecanismos de regulação das relações sociais do homem como forma de harmonizar interesses individuais e coletivos. Ele alterna princípios de pensadores como Leonardo Boff e Reich, onde este define bioética como estudo sistemático das dimensões morais. Renato Zambrotti lembra que “ela abrange questões éticas na saúde pública, no controle da natalidade, na experimentação com animais, nos problemas ambientais, da fome, da justiça e equidade sociais e, sobretudo, da humanização das ciências e das ciências biomédicas”. Outro fato relevante na palestra de Renato Zambrotti foi o fato de ele destacar o trabalho do Comitê de Ética em Pesquisa da Unigranrio, que, habitualmente, dispõe de 30 dias para receber, revisar e emitir pareceres sobre pesquisas, em reuniões mensais.
Sérgio Luiz Cunha dos Santos em busca da igualdade - Esse professor do curso de Comunicação Social da Unigranrio mostrou um trabalho que busca investigar a identidade do negro na mídia brasileira, com base em reportagens nas revistas Isto É e Cláudia. “Neste contexto, utilizei como técnicas de pesquisa entrevistas e questionários, que revelaram muita discriminação com negros, em vários cenários, como o da publicidade, por exemplo”, afirma Luiz Cunha. Ele descreve que, no Brasil, há uma classe média formada por cerca de oito milhões de afrodescendentes, segundo informações do mercado publicitário. Para minimizar questões de discriminação, Sérgio Luiz sugere que seja incluída a disciplina de ética, a partir do Ensino Médio.

Herbert Martins, assessor de Desenvolvimento Acadêmico da Unigranrio, focou sua palestra sobre Universidade Aberta
Herbert Martins, assessor de Desenvolvimento Acadêmico da Unigranrio, focou sua palestra sobre ‘Universidade Aberta’, elaborada juntamente com a professora Cleonice Puggian. Ele inicia sua palestra com dados que preocupam o Ministério da Educação e a sociedade brasileira: “Segundo as últimas estatísticas do MEC, apenas 12% dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos têm acesso à graduação”. A Universidade Aberta é um modelo institucional que já existe em vários países, a exemplo da Universidade Aberta Britânica, que, anualmente, atende 700 mil alunos. Herbert chama a atenção para um fato pra lá de relevante: “Essa universidade, uma das melhores da Europa, concorre com as de ensino presencial”, compara. O assessor da Adesa projeta no telão a estrutura para o funcionamento de pólos presenciais e fecha sua palestra com os seguintes desafios éticos: autonomia x disciplina intelectual e emancipação x trajetória escolar tutelada.
Adjovanes Thadeu Silva de Almeida conta a história dessa Universidade - Ele apresentou a palestra “Em busca das ‘origens’: a história da Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy”. Adjovanes buscou informações por todos os quatro cantos de Duque de Caxias, com fotos inéditas, informações sobre a origem da Associação Fluminense de Educação (AFE) e sua evolução gradual, onde esse professor destaca o idealismo como ferramenta fundamental para o crescimento da Unigranrio.
Márcia Galdino de Araújo Serour norteou seu trabalho sobre “Avaliação institucional externa em instituições de ensino superior”. Em sua análise, Márcia enumera, entre outros pontos relevantes, os 10 mandamentos fundamentais, nessa ordem: Missão e PDI; Políticas de ensino, pesquisa e extensão; Responsabilidade social na IES; Comunicação com a sociedade; Políticas de pessoal - Corpo docente e técnico-administrativo; Organização e gestão da IES; infraestrutura física; Planejamento e avaliação; Políticas de atendimento ao discente; e Sustentabilidade financeira.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unigranrio, Protasio Ferreira e Castro, é o responsável pelo SP'q
Protasio Ferreira e Castro: o mestre dos mestres - Para ele, o maior incentivador desse seminário, muitos são os desafios no campo da ética na pesquisa. Ao mesmo tempo em que ele vê jovens se tornando mais participativos e empreendedores, sua inquietação é percebida através de seus gestos e, principalmente, por sua autenticidade: “O compromisso que a Unigranrio tem de transformar a qualidade de vida do aluno por meio da educação e do ir além da sala de aula está no desempenho como instituição de ensino”, enaltece o pró-reitor Protasio, que conclui: “No século XXI, os desafios da ética na pesquisa certamente não estão na preparação dos pesquisadores para a oferta do tema a trabalhar, mas de como será a ética, face à dinâmica dos pesquisadores, da ciência e da tecnologia”.







Quero parabenizar a UNIGRANRIO pelos 40 anos de bons serviços para a população do Rio de Janeiro, e pela escolha do excelente tema abordado neste evento de tamanha relevancia para o século XXI.