Cerca de 400 idosos brincam no Arraiá da Lei Seca

E vai começar o baile na roça, moçadaaaaaaaaa!

E vai começar o baile na roça, moçadaaaaaaaaa!

A Universidade da Terceira Idade da Unigranrio promoveu, nesta sexta-feira (9/7), na quadra poliesportiva do campus I, mais uma edição do Arraiá da Lei Seca, com a participação de cerca de 400 idosos, sob o comando da banda Reboliço do Forró, que sapecou sanfona, zabumba, guitarra, baixo e muita percussão, no melhor estilo nordestino, com músicas como ‘Asa Branca’, ‘Eu só quero um xodó’, ‘Esperando na janela’, ‘Rindo à toa’ e ‘Forró do massarico’. Muitos idosos aderiram aos trajes caipiras, se fartaram de comer comidas e beber refrigerantes, de participar de concursos tradicionais, dos mais conhecidos em todo o Brasil: o casal caipira mais engraçado, o chapéu mais bonito, além do melhor casal de dança do forró. As barracas de pescaria, bola na lata, bola na cara do boneco foram algumas atrações dessa festa organizada por Maria Vitória Guimarães Leal, coordenadora do Projeto Integrar.

De volta ao passado - A festa ficou por conta de ‘acadêmicos’ da terceira idade de Santa Cruz da Serra, da Lapa (RJ), de São João de Meriti e de Duque de Caxias. Eles também participaram do casamento na roça e de uma quadrilha superanimada. Ali na quadra, “quem não dança come e enche a pança”, diz o animador da festa e da quadrilha. No meio de tanta gente, escolhi um casal em trajes típicos para bater um papo. É bom conversar com pessoas da Universidade da Terceira Idade, por vários motivos. Percebe-se que muitos deles fogem daquela vidinha monótona dentro de casa, apenas cuidando dos netos ou mesmo vendo televisão.
Avessa a tudo o que pode ser taxado de rotina, Deusa Amélia (66), que é aluna da Universidade da Terceira Idade, há cinco anos, movimenta-se pela quadra ao ritmo da música “Asa branca”, do saudoso Luiz Gonzaga. Ela participa ativamente de todas as festas promovidas pelo projeto Integrar. Aliás, ela está totalmente integrada, já que seu marido também é par constante na quadrilha julina. “Sou de Caxias e entrei para a Unigranrio, depois de fazer parte da turma da Terceira Idade do Sesc, nesse município”, justifica.

Esse casal é a cara da festa, que pura  animação, o tempo todo

Esse casal é a cara da festa, que pura animação, o tempo todo

Receita de juventude, aos 66 anos - Deusa Amélia tem quatro filhas, todas casadas, e já passou boa parte de sua vida tomando conta das cinco pimpolhas e da referida prole. Agora, o tempo mudou: “Gosto muito de meus netos e bisnetos, mas estou mais para aquela frase da Xuxa, ‘beijinho, beijinho, tchau, tchau’. Já levei e busquei muitas crianças em escolas, assim como repeti essas lições com os netos e bisnetos”, explica Deusa, que aproveita para apresentar o marido, Luiz Coutinho (65). Ele também gostou da vida ‘universitária’ e, hoje, faz dupla com Deusa em passeios, serestas, ações sociais e pelos bailes da vida. “Semanalmente, vamos a muitas serestas, curtimos o coral e fazemos aulas de informática. Eu mesma tinha muito medo do computador, mas, hoje, tenho Orkut e já fiz amizade com muita gente… até de Minas Gerais. Cada ser humano tem uma criança dentro de si. É preciso liberá-la e ser feliz, com muito amor”, ensina Deusa.

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