Alexandre Sá é o curador de Arte Muito Especial em Recife
A Exposição de Arte Muito Especial fica em Recife até 22 de junho, das 9 às 17h, de terça a sexta, ou aos sábados e domingos, entre 14h e 17h, na Sala Cícero Dias, no Museu do Estado, é aberta ao público. A Iniciativa é do Instituto Muito Especial, entidade carioca que trabalha a inclusão social e profissional das pessoas com deficiências. Já a curadoria da mostra é de Alexandre Sá, coordenador do curso de Artes Visuais e da pós-graduação em história da arte moderna e contemporânea da Unigranrio.
Haydéa Maria Marino de Sant’Anna Reis, (diretora de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades, pela Uniganrio), participou de um debate sobre “Arte e deficiência: diálogos múltiplos”, no último dia 20 de maio.
Artistas brasileiros que superam limites - Trata-se de uma exposição inédita no Estado de Pernambuco, já que reúne trabalhos de 23 artistas com deficiência em todo o país. O Público verá de tudo um pouco: artes plásticas, videoarte, escultura, xilogravura e fotografia, sob a ótica ‘Multimeios’.

O artista Bira Carvalho, morador da comunidade Nova Holanda, na Maré , RJ, descreve esta foto como Crianças que pulam para alcançar uma pipa voada.
Alexandre explica que nessa expo pretendia fugir da obviedade de apresentar apenas a virtuose de artistas que têm algum tipo de deficiência: “Em certo sentido, achei importante ultrapassar a mera percepção de um obstáculo que é superado, além de a exposição aleatória das obras”, define o curador, que chegou a selecionar mais de 100 obras que passeiam por diversas técnicas e estilos diferenciados.
Para se ter uma ideia do material empregado nessa mostra, o acervo contempla esculturas moldadas em cerâmica, ferro, cimento, modelagem de argila em placa e móbile-pintura acrílica com colagem sobre o corpo de papel e tecido. Num outro lado da exposição, podem-se ver os quadros, com obras realizadas em óleo e acrílico sobre Eucatex ou tela.
Alexandre Sá conclui seu depoimento com um toque na década de 90: “Achei interessante revisitar uma prática curatorial muito utilizada nos anos 90, que tende a dar ênfase à cenografia e ao diálogo possível entre os trabalhos e a ambiência proposta, estabelecendo novos fluxos e outras possíveis associações”. Quem estiver de passagem por Recife, até 22 de junho, não pode perder esta excelente chance de conferir uma das exposições mais comentadas dos últimos anos na capital pernambucana.
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Que maravilha. Achei excelente a ideia da exposição em Pernambuco, o povo nordestino é muito carente deste tipo de cultura.